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Na mitologia grega, os centauros eram criaturas com tronco e cabeça de homem e corpo de cavalo, conhecidos por sua natureza selvagem e dualidade. Eles representavam a união entre a racionalidade humana e os instintos animais.
Já nos tempos modernos, inspirado nessa figura mitológica, o termo “Centauro IA” representa a união das capacidades humanas com a Inteligência Artificial, o que cria uma conexão onde o humano e a máquina trabalham juntos para alcançar resultados superiores.
Mas, como usar esse conceito no mundo corporativo? Como líderes podem enfrentar os desafios atrelados a esse novo conceito?
Para entender qual o papel do Centauro IA nas empresas e como as organizações podem se beneficiar com essa abordagem, continue a leitura deste artigo e saiba mais sobre um dos pilares da tecnologia do futuro.
Como já mencionamos, o termo centauro na IA se refere à colaboração entre as pessoas e a Inteligência Artificial, ou seja, uma combinação das capacidades únicas de cada um. Assim, essa união visa potencializar o desempenho em diversas áreas, desde a tomada de decisões complexas até a criação de soluções inovadoras.
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O conceito de “centauro” surgiu após a histórica derrota do grande mestre de xadrez Garry Kasparov para o supercomputador Deep Blue, em 1997. Essa foi a primeira vez que um computador derrotou um mestre de xadrez em condições de torneio. Mas, sobretudo, esse momento representou um divisor de águas entre o homem e a máquina.
Em vez de enxergar as máquinas como rivais, Kasparov, na verdade, percebeu que humanos e IA poderiam se complementar ao combinar o poder de cálculo das máquinas com a criatividade e a estratégia humanas. Isso porque, como disse à mídia na época: “a confusão de fotógrafos ao redor da mesa não incomoda um computador. Não há como olhar nos olhos do seu oponente para ler seu humor, ou ver se sua mão hesita um pouco acima do relógio, indicando falta de confiança em sua escolha.”
Dessa visão nasceu o xadrez centauro, em que pessoas jogadoras colaboram com sistemas de IA para potencializar seu desempenho. Esse modelo inspirou a aplicação da parceria entre humanos e máquinas em diversos setores, dando origem ao conceito de “equipe centauro” no ambiente corporativo, por exemplo.
Os centauros da IA trazem inúmeras vantagens em relação aos modelos tradicionais de IA, conforme mencionaremos a seguir.
A combinação da análise de dados com a intuição humana torna os resultados mais compreensíveis. Modelos avançados, como deep learning, costumam ser difíceis de interpretar, pois funcionam como uma “caixa preta” que não explica suas decisões. Já com o modelo centauro, as pessoas podem revisar e validar as previsões da IA, o que garante maior transparência no processo.
Muitas pessoas hesitam em confiar totalmente em algoritmos — isso porque a maioria dos softwares apresenta respostas incorretas ou desatualizadas, por exemplo. Mas, como o modelo centauro resolve isso ao incluir o fator humano na tomada de decisões, os resultados são mais aceitos e confiáveis. Desse modo, a tecnologia se torna um apoio e não uma substituição da capacidade humana.
A IA nem sempre trabalha bem com dados incompletos ou imprecisos. Porém, no centauro, os humanos podem identificar erros e fazer ajustes antes que as decisões sejam tomadas. Isso é especialmente útil em áreas como saúde e segurança, onde os dados nem sempre são organizados da melhor forma ou podem divergir entre si.
A IA generativa, representada por modelos como Gemini e GPT, se beneficia diretamente do modelo Centauro IA. Isso porque, embora modelos de aprendizado de máquina (machine learning) já utilizem métricas estatísticas para monitorar seu desempenho, um dos grandes desafios dos LLMs (Large Language Models) e redes neurais profundas (deep learning) é a falta de explicabilidade detalhada sobre como tomam decisões.
Nesse contexto, os centauros IA garantem que as respostas geradas sejam mais precisas e alinhadas às necessidades humanas. A abordagem de aprendizado conjunto, onde pessoas e máquinas aprendem e refinam suas decisões com base no feedback mútuo, permite melhorar continuamente a qualidade das respostas e aumentar a confiabilidade da IA generativa.
Além disso, ao incorporar a intuição e a experiência humana no processo, os centauros IAs ajudam a evitar vieses preconceituosos, interpretar melhor questões culturais e sociais, além de assegurar que as informações fornecidas pelos modelos LLMs sejam mais contextualizadas e relevantes para cada situação.
Dessa forma, o modelo Centauro não somente aprimora a eficácia da IA, mas também torna sua aplicação mais segura, transparente e ética.
Após entender como um Centauro IA funciona e sua importância, na prática, conforme a publicação “The centaur programmer — How Kasparov’s Advanced Chess spans over to the software development of the future”, os modelos de colaboração entre humanos e IA podem ser classificados em três grupos, conforme listaremos abaixo.
1. Modelo de orientação (guidance model): a pessoa programadora define os objetivos e a IA gera soluções, refinadas com feedback humano.
2. Modelo de esboço (sketch model): a pessoa programadora cria a estrutura e a IA preenche os detalhes.
3. Modelo de controle invertido (inverted control model): a IA faz perguntas à pessoa programadora até entender completamente os objetivos antes da implementação.
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Ao nos aprofundarmos no Centauro IA, as equipes centauros surgiram para representar a colaboração estratégica entre pessoas e IA, combinando o melhor das capacidades humanas — como criatividade, senso crítico e empatia — com a precisão, velocidade e análise de dados em grande escala proporcionadas pelas máquinas.
Dessa forma, as equipes centauros utilizam a IA como assistente na automação de tarefas e outros processos. Isso permite que as pessoas colaboradoras se concentrem em atividades mais estratégicas e criativas, como promoção da inovação empresarial e aprimoramento do atendimento ao cliente, por exemplo.
Assim, empresas que adotam essa abordagem estão descobrindo que a IA não veio para interferir negativamente em seus processos, mas sim para aprimorar seus conhecimentos e aumentar a sua eficiência — o que torna a organização mais competitiva.
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As possibilidades da IA Centauro são muitas. Praticamente todos os mercados (e seus nichos) podem adaptar essa tecnologia junto aos diferentes modelos de uso, para aplicar essa abordagem em seu dia a dia. A seguir, confira alguns exemplos dessa aplicabilidade.
No contexto da saúde, o Centauro IA pode ser utilizado para auxiliar médicos(as) no diagnóstico de doenças, analisar grandes volumes de dados de pacientes e personalizar tratamentos. A IA também pode identificar padrões e fornecer informações precisas, enquanto os(as) profissionais utilizam sua experiência e conhecimento para interpretar os resultados e tomar decisões.
Já na área da segurança, a tecnologia é capaz de monitorar e analisar dados de vigilância, identificar atividades suspeitas e prevenir crimes. Além disso, a IA pode processar grandes volumes de informações em tempo real, enquanto os(as) profissionais de segurança utilizam seu julgamento para avaliar as situações e tomar as medidas cabíveis.
Por fim, no setor da educação, o Centauro IA pode ser usado para personalizar o aprendizado, identificar as necessidades individuais dos alunos e alunas, além de dar feedbacks personalizados. Também é possível analisar o desempenho dos(as) estudantes e adaptar o conteúdo e o ritmo do aprendizado, enquanto os(as) professores utilizam sua expertise para guiar e motivar as aulas.
Segundo Milo Jones, em seu artigo “New Centaurs and Leadership”, publicado pela IE University: “qualquer um que queira ter sucesso como líder terá que minimizar o atrito entre pessoas e robôs. Equipes humanas devem colaborar com máquinas, não as ver como um risco.”
Diante desse cenário, as empresas enfrentam três desafios principais ao integrar equipes centauros.
Muitas pessoas podem enxergar a automação e a Inteligência Artificial como ameaças aos seus empregos, em vez de ferramentas para aumentar sua produtividade e eficiência. Para superar essa barreira, é fundamental que as lideranças comuniquem os benefícios da colaboração entre pessoas e máquinas e incentivem uma cultura de adaptação e aprendizado contínuo.
Com o avanço da tecnologia, as equipes precisam desenvolver novas competências para interagir de maneira eficaz com sistemas de IA. Empresas que investem na requalificação (reskill) de seus colaboradores e colaboradoras conseguem aproveitar melhor as oportunidades que surgem a partir da automação.
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Gerenciar equipes centauros exige um novo conjunto de competências dos líderes. Além do conhecimento técnico, é essencial equilibrar o uso da IA com inteligência emocional e habilidades interpessoais, criando um ambiente onde a tecnologia seja vista como uma aliada e não como uma substituta.
Em resumo, o sucesso das equipes centauros depende da capacidade da empresa de cultivar uma mentalidade de crescimento e inovação. Empresas que enxergam a colaboração entre pessoas e IA como uma vantagem competitiva tendem a se destacar, pois combinam o melhor dos dois mundos: criatividade e julgamento humano aliados à eficiência e rapidez da Inteligência Artificial.
Para auxiliar esse processo, o ecossistema Alura + FIAP Para Empresas oferece cursos e treinamentos em Hard e Soft Skills. Assim, seu time poderá alcançar um desempenho ainda melhor, além de estar mais preparado para otimizar o uso da IA no seu negócio.
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